O futuro da Creator Economy: aprendizados com Diogo Neri, da TAG Creator

O futuro da Creator Economy: aprendizados com Diogo Neri, da TAG Creator

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Introdução

No episódio de De Criador para Criador, Bruno Menezes conversa com Diogo Neri, sócio-fundador da TAG Creator, uma holding de marketing e influência que conecta marcas, agências e criadores de conteúdo.
A conversa mergulha profundamente no universo da Creator Economy, abordando desde o amadurecimento do mercado de influência no Brasil até estratégias para criadores que desejam profissionalizar sua carreira e diversificar suas fontes de receita.


Da arte ao marketing: a trajetória de Diogo Neri

Antes de se tornar empreendedor no mercado de influência, Diogo teve uma trajetória multifacetada: começou no teatro e no circo, formou-se em cinema pela PUC-Rio e trabalhou com grandes agências e criadores no YouTube Space Rio.
Com o tempo, fundou a TAG Creator, uma empresa que nasceu do desejo de tornar o mercado mais humano e sustentável — tanto para criadores quanto para as equipes que os apoiam.

“Eu sempre fui um cara pró-equipe. O mercado é muito maluco, tudo é pra ontem, e eu queria criar uma estrutura mais humana. Hoje conseguimos um modelo de trabalho mais equilibrado.” — explica Diogo.


O que é a TAG Creator e o que ela faz

A TAG Creator funciona como uma holding com quatro frentes principais:

  1. Agência de influência: conecta criadores e marcas.
  2. Agência de conteúdo: desenvolve campanhas e formatos criativos.
  3. Plataforma de publicidade: faz a ponte entre influenciadores e assessorias.
  4. Marketing digital e infoprodutos: atua em lançamentos e mentorias.

Mais do que fechar publis, a empresa busca ajudar criadores a construírem seus próprios produtos, cursos e comunidades, criando fontes de renda mais estáveis.

“O criador precisa parar de ser refém da publicidade. A publi tem que ser uma renda extra, não a principal.” — defende Diogo.


O novo papel do criador de conteúdo

Diogo ressalta que o criador precisa se enxergar como uma empresa, com planejamento estratégico, parceiros e visão de longo prazo.
Segundo ele, o futuro pertence a quem entende que todo criador é também um empreendedor — alguém que precisa gerir receita, testar produtos e buscar colaborações.

“O criador que quer crescer precisa de um parceiro. Não dá pra fazer tudo sozinho. É preciso pensar como um dono de negócio e buscar bons sócios ou empresas parceiras.”


Diversificação de receita: o segredo da sustentabilidade

Um dos pontos centrais da conversa foi a diversificação de fontes de renda.
Para Diogo, depender apenas de publis é perigoso. Ele recomenda que criadores experimentem modelos híbridos, como:

  • Cursos e mentorias;
  • Clubes de assinatura e comunidades pagas;
  • Licenciamentos com marcas locais;
  • Produtos físicos ou digitais próprios;
  • Programas de afiliados.

“O criador precisa testar várias frentes ao mesmo tempo. Testa por três meses — se não deu certo, muda. Mas quando uma começa a dar resultado, estica o teste e reinveste.”


O impacto das plataformas na criação

A entrevista também discutiu como o formato vertical e a lógica algorítmica mudaram a forma de produzir conteúdo.
Para Diogo, o excesso de demanda por vídeos curtos baixou a régua de qualidade e comoditizou a criatividade.

“O formato vertical ferrou a produção de conteúdo. Quanto mais o criador é obrigado a postar, mais ele perde qualidade. Tudo ficou descartável.”

Ainda assim, ele vê o YouTube e o novo Facebook para criadores como espaços promissores de monetização e estabilidade — especialmente pela capacidade de gerar receita consistente com vídeo longo e horizontal.


UGC: tendência ou bolha?

Sobre o User Generated Content (UGC), Diogo reconhece o potencial, mas é cético quanto à sua durabilidade:

“O UGC é uma boa oportunidade temporária. Mas como o mercado é instável, logo vai surgir outra trend. As marcas se aproveitam disso, e os criadores acabam ganhando menos.”


Criatividade estratégica: como se destacar para as marcas

Para Diogo, o diferencial de um criador está em pensar como planner — ou seja, criar com estratégia.

“O bom criador é aquele que entende planejamento criativo. Ele não vende só um post, ele vende uma ideia, um projeto.”

Ele cita o exemplo de Karol Lynch, criadora que transformou uma viagem à Austrália em um projeto estruturado com storytelling e collabs, conquistando uma grande marca de celular.
Isso, segundo Diogo, mostra que o conteúdo precisa ter propósito, narrativa e proposta de valor.


Os mandamentos do criador de conteúdo

Ao final do episódio, Bruno e Diogo transformaram os aprendizados da conversa em uma espécie de “tábua dos 10 mandamentos do criador de conteúdo” — que ainda está em construção, mas já começou com os seguintes princípios:

🧭 Ensinamentos para todo criador:

  • Persistência é a base de tudo.
  • Teste novos formatos constantemente.
  • Diversifique suas fontes de renda.
  • Pense como empresário, não só como artista.
  • Encontre parceiros e sócios estratégicos.
  • Dê tempo para as coisas amadurecerem.
  • Faça networking e troque experiências.
  • Compartilhe conhecimento com outros criadores.
  • Invista em planejamento e visão de longo prazo.
  • Busque qualidade, mesmo em meio à pressa das plataformas.


Conclusão

A conversa entre Bruno Menezes e Diogo Neri reforça uma visão madura e realista sobre o mercado de criação: o conteúdo é arte, mas também é negócio.
O futuro da Creator Economy não é só sobre viralizar — é sobre construir ecossistemas sustentáveis de criação, aprendizado e parceria.


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